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Pectus Arcuatum: O Que É e Como Difere do Carinatum e Escavatum

  • há 2 horas
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O pectus arcuatum é uma forma rara de deformidade da parede torácica, frequentemente confundida com outras deformidades do tórax.​‌​‌​​​​​‌​​​‌​‌​‌​​​​‌‌​‌​‌​‌​​​‌​‌​‌​‌​‌​‌​​‌‌​‌​​‌‌​​​‌​​​​​‌​‌​​​​‌​ Na literatura científica, ele é descrito como uma deformidade estrutural distinta, causada pela fusão precoce da parte superior do esterno (o manúbrio), reunindo características tanto do pectus carinatum quanto do pectus escavatum [1].

Por muito tempo, essa condição não teve uma classificação bem definida: ao longo dos anos, o pectus arcuatum já foi descrito como um subtipo do pectus carinatum, como uma anomalia isolada do esterno e também como uma deformidade torácica «mista» [1] [3]. Boa parte dessa confusão vem do fato de a condição ser bastante rara e, no exame físico, ser facilmente confundida com outras formas de pectus [4].

No pectus arcuatum, a depressão na parte inferior do esterno pode parecer, à primeira vista, com o pectus escavatum.

Este texto não apresenta dados clínicos nem avaliações de pacientes específicos — as informações aqui reunidas vêm da literatura científica publicada. O objetivo é explicar, de forma simples, o que é o pectus arcuatum, como ele se diferencia do pectus carinatum e do pectus escavatum, e por que a abordagem de tratamento costuma ser diferente; o diagnóstico e a decisão de tratamento individual só podem ser definidos com uma avaliação presencial de um especialista.

O Que É o Pectus Arcuatum?

Na literatura médica, o pectus arcuatum é descrito como um esterno curto e largo, em forma de S: na parte superior (na junção entre o manúbrio e o corpo do esterno) há uma proeminência voltada para frente, e logo abaixo, uma depressão na parte inferior do esterno. Isso geralmente vem acompanhado de uma deformidade simétrica das cartilagens costais, entre a segunda e a quinta costela, dos dois lados do tórax [1].

Por causa dessa aparência, a condição já foi chamada historicamente de «síndrome de Currarino-Silverman» (descrita pela primeira vez em 1958) e, popularmente, de «peito de pombo inflado» (pouter pigeon chest). Em 1952, Mark Ravitch descreveu essa deformidade como «uma anomalia esternal incomum com sintomas cardíacos» e publicou a primeira técnica de correção cirúrgica [1] [7].

Qual a Diferença Entre Pectus Arcuatum e Pectus Carinatum?

O pectus carinatum (conhecido popularmente como peito de pombo) é uma deformidade em que o esterno e a cartilagem costal se projetam para frente como um todo, geralmente formando uma protuberância uniforme na parte inferior ou média do tórax. Algumas publicações classificam o pectus arcuatum como um subtipo «superior» (condromanubrial) do pectus carinatum [1], mas, diferente do carinatum clássico, ele tem origem na fusão óssea precoce do esterno, e não apenas em uma curvatura da cartilagem — ou seja, tem um mecanismo próprio.

A diferença mais marcante é a seguinte: no pectus carinatum clássico, todo o esterno se curva para frente em uma única direção; no pectus arcuatum, há uma proeminência na parte superior e uma depressão logo abaixo, ou seja, a deformidade não é unidirecional, mas em forma de S, com duas direções [1] [4]. Essa diferença exige uma avaliação cuidadosa, porque, à primeira vista, as duas condições podem parecer semelhantes.

Qual a Diferença Entre Pectus Arcuatum e Pectus Escavatum?

O pectus escavatum (tórax escavado, ou peito escavado) é uma deformidade em que o esterno se afunda para dentro como um todo. A depressão na parte inferior do esterno, presente no pectus arcuatum, pode parecer, à primeira vista, com o escavatum; por isso, na literatura, o pectus arcuatum já foi descrito como «um carinatum com um leve componente de escavatum» [1].

Mas a diferença fundamental é que, no pectus arcuatum, a depressão fica restrita à parte inferior do esterno e aparece junto com uma proeminência clara na parte superior; no pectus escavatum puro, essa proeminência superior não existe. Por isso, em termos de classificação, o pectus arcuatum pode ser resumido como uma combinação de «topo de carinatum, base de escavatum» [1].

Por Que Ele Acontece?

A causa exata das deformidades da parede torácica ainda não está totalmente esclarecida; a literatura discute o papel do desenvolvimento anormal da cartilagem durante o crescimento e de fatores genéticos [6] [1]. O que é específico do pectus arcuatum é a fusão precoce da articulação entre o manúbrio e o corpo do esterno; essa fusão precoce é apontada como o mecanismo que provoca a angulação das cartilagens costais e faz o esterno assumir a forma de S [1].

Algumas publicações relatam que o pectus arcuatum pode aparecer junto com cardiopatias congênitas ou anomalias da coluna [1]; isso mostra que a avaliação, em alguns casos, pode precisar ir além do tórax e incluir um exame mais amplo. Isso não significa que todo caso de pectus arcuatum tenha alguma anomalia associada — apenas reforça, segundo a literatura, a importância de uma avaliação médica completa.

Sintomas e Quando São Percebidos

O pectus arcuatum, na maioria dos casos, é assintomático — ou seja, não afeta diretamente a função do coração ou dos pulmões na maior parte dos pacientes. Por outro lado, a literatura relata que a aparência da deformidade, especialmente na adolescência, pode ter um impacto psicológico importante sobre a autoestima e a percepção da própria imagem [1] [2].

Para os pais e familiares, um ponto prático de observação é notar, durante a fase de crescimento da criança, uma proeminência voltada para frente na parte superior do esterno junto com uma depressão logo abaixo dela. Ao identificar esse padrão, procurar um especialista para diagnóstico e avaliação é uma atitude mais segura do que simplesmente esperar para ver se «isso passa por conta própria».

Como É Feito o Diagnóstico?

O processo diagnóstico começa com o exame físico: o médico avalia o formato do esterno, a simetria das cartilagens costais e se há uma combinação de depressão e proeminência. Diferenciar o pectus arcuatum das outras formas de pectus costuma ser a etapa clinicamente mais desafiadora, já que as três condições (carinatum, escavatum, arcuatum) podem parecer semelhantes à primeira vista [4].

Exames de imagem — especialmente a tomografia computadorizada — podem ajudar a confirmar a característica forma em S do esterno e avaliar possíveis alterações associadas no coração ou no sistema respiratório. A literatura destaca que esse processo de diagnóstico diferencial é fundamental para um planejamento correto do tratamento [1].

Nesse ponto, uma avaliação conjunta entre cirurgia torácica, cardiologia e, quando necessário, aconselhamento genético pode ser bastante útil; especialmente quando há suspeita de alterações associadas no coração ou na coluna, a literatura recomenda uma avaliação mais ampla em vez de se basear em uma única consulta [1] [5].

Por Que as Abordagens de Tratamento São Diferentes?

Na literatura publicada, diferente do pectus carinatum e do pectus escavatum, a abordagem mais descrita para o pectus arcuatum é a correção cirúrgica; os estudos tratam principalmente da técnica clássica de Ravitch e de métodos minimamente invasivos desenvolvidos mais recentemente [1] [2]. Isso se justifica porque a origem da deformidade não está numa curvatura da cartilagem costal, mas na fusão precoce da estrutura óssea do esterno.

Na prática clínica da Pectuslab, porém, a abordagem segue um caminho um pouco diferente: em uma parte significativa dos pacientes diagnosticados com pectus arcuatum, a combinação de cinta de vácuo (Gvacuum) e órtese (Gpad) é usada como abordagem primária — ou seja, a primeira a ser tentada; a cirurgia é considerada quando os métodos conservadores não trazem resultado suficiente ou quando a deformidade é muito acentuada. É importante deixar claro: isso não representa uma taxa de sucesso nem qualquer garantia de resultado — qual abordagem é mais indicada depende de fatores como a flexibilidade da parede torácica, a gravidade da deformidade e a idade do paciente, e só pode ser definida por um profissional após o exame.

Essa distinção tem uma consequência prática importante para as famílias: quando se percebe, no tórax, uma proeminência na parte superior junto com uma depressão logo abaixo, é essencial que um especialista avalie se isso corresponde ao pectus arcuatum clássico descrito na literatura ou a um pectus carinatum/escavatum comum. Os produtos Gpad (órtese) e Gvacuum (cinta de vácuo) da Pectuslab podem ser usados como parte de uma abordagem conservadora tanto em casos clássicos de carinatum/escavatum quanto em casos de pectus arcuatum considerados adequados após avaliação clínica; qual método é indicado para cada caso só pode ser determinado por meio de um exame.

Perguntas Frequentes

O Pectus Arcuatum É Perigoso?

Na maioria dos casos, o pectus arcuatum não ameaça diretamente a função do coração ou dos pulmões, e seu principal impacto está relacionado à aparência e ao peso psicológico que ela pode gerar. Ainda assim, como a literatura relata que em alguns casos ele pode estar associado a cardiopatias congênitas ou anomalias da coluna, uma avaliação médica completa é recomendada [1].

Cinta de Vácuo ou Órtese Podem Ser Usadas no Pectus Arcuatum?

Na literatura publicada, a abordagem mais descrita para o pectus arcuatum é a correção cirúrgica [1]. Já na prática clínica da Pectuslab, em uma parte significativa dos casos de pectus arcuatum, a combinação de cinta de vácuo e órtese é tentada como abordagem primária; a cirurgia entra em discussão quando os métodos conservadores não são suficientes. Qual abordagem é adequada — sem que se afirme qualquer taxa de sucesso — só pode ser definido por meio de exame e avaliação clínica.

Quando Procurar um Especialista?

Sempre que se perceber, no esterno, uma proeminência voltada para frente na parte superior junto com uma depressão logo abaixo, especialmente durante a fase de crescimento, é recomendável consultar um cirurgião torácico ou um pediatra. Uma avaliação precoce ajuda a classificar corretamente a deformidade e a definir o caminho de tratamento adequado.

Conclusão

O pectus arcuatum é uma deformidade rara da parede torácica que reúne algumas características do pectus carinatum e do pectus escavatum, mas tem um mecanismo próprio, ligado à fusão precoce do esterno. A característica forma em S — proeminência acima, depressão abaixo — é o que o diferencia das outras duas formas mais comuns de pectus, e identificar corretamente essa diferença é o que determina se o plano de tratamento será cirúrgico ou não cirúrgico. Uma avaliação presencial com um especialista é sempre necessária para o diagnóstico e a definição do tratamento mais adequado para cada caso.

Fontes

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